Canetas emagrecedoras: Reino Unido alerta para risco de pancreatite e Brasil investiga seis mortes
Autoridades de saúde acompanham casos e reforçam a importância do uso de canetas emagrecedoras com prescrição e acompanhamento médico
Quando um alerta de saúde surge fora do país, ele costuma chamar atenção por aqui. Foi isso que aconteceu depois de um aviso divulgado no Reino Unido sobre casos de pancreatite em pessoas que usavam canetas emagrecedoras.
O tema vem ganhando espaço nas conversas, nas redes e em todo lugar. Então, no meio de tantas opiniões, é necessário entender o que de fato está sendo observado.
A saber, o aviso feito no Reino Unido envolve medicamentos conhecidos como agonistas do GLP-1, grupo no qual estão várias canetas emagrecedoras usadas para controle de peso e de açúcar no sangue.
Em resumo, esses remédios imitam a ação de um hormônio que o corpo libera depois das refeições.
Esse hormônio ajuda a dar sensação de saciedade e participa do controle da glicose.
Por esse motivo, as canetas emagrecedoras passaram a fazer parte do tratamento de muitas pessoas, sempre com receita e acompanhamento.
O que as autoridades estão observando
Vale destacar que além do Reino Unido, órgãos de saúde do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa também reconhecem a pancreatite como um possível efeito ligado ao uso de canetas emagrecedoras.
Atenção! Esses registros não significam que todos os casos tenham ligação direta com os medicamentos. Eles mostram que o tema é acompanhado de perto pelas agências e pelos médicos.
Aliás, a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que as notificações passam por análise técnica antes de qualquer conclusão.
No Brasil, desde 2018, foram 225 notificações de casos suspeitos de pancreatite em pessoas que usavam canetas emagrecedoras.
Esses relatos incluem pacientes de estados como São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal.
Além disso, também há seis registros de mortes que ainda estão sob investigação.
Os dados foram notificados à Anvisa e estão disponíveis no VigiMed, sistema oficial do órgão.
Contudo, as autoridades explicam que esse tipo de aviso não é obrigatório, o que pode deixar outros casos fora das estatísticas.
Entendendo a pancreatite no dia a dia
Cabe explicar que a pancreatite é o nome dado à inflamação do pâncreas. Esse órgão fica na região do abdômen e ajuda tanto na digestão quanto no controle do açúcar no sangue.
Quando ocorre inflamação, o corpo costuma dar sinais que não devem ser ignorados.
Inclusive, existem dois tipos mais conhecidos. Um deles surge de repente e tende a durar alguns dias. O outro aparece após crises repetidas ao longo do tempo.
Entre os sinais relatados estão dor na parte superior do abdômen, náusea, vômitos, perda de apetite, inchaço, febre, diarreia e dificuldade na digestão.
Em alguns casos, a pele e os olhos podem ficar amarelados.
Dessa forma, ao notar um ou mais desses sinais, a orientação é buscar atendimento médico.
Um clínico geral ou um gastroenterologista pode pedir exames e indicar os próximos passos.
Uso das canetas emagrecedoras e acompanhamento médico
O alerta internacional também trouxe à tona a importância do uso responsável das canetas emagrecedoras.
Especialistas lembram que o risco de pancreatite já aparece na bula de alguns desses medicamentos. Isso significa que o tema não é novo para a medicina.
Portanto, o ponto central está na avaliação de cada pessoa antes do início do tratamento.
Ainda mais, outro cuidado citado pelas autoridades é o uso sem receita ou sem orientação profissional.
Há registros de produtos falsos ou irregulares vendidos como se fossem canetas emagrecedoras.
Essa prática pode aumentar os riscos e dificultar a análise dos casos notificados. Por isso, a recomendação é sempre seguir a prescrição e manter consultas durante o uso.
Em conclusão, para quem já faz uso de canetas emagrecedoras, o caminho indicado é manter diálogo aberto com o médico.
Desse modo, é importante relatar sintomas, tirar dúvidas e informar outros problemas de saúde, pois isso ajuda na tomada de decisões.
Os dados atuais não apontam para a suspensão geral desses tratamentos, segundo as agências. Entretanto, eles reforçam a necessidade de atenção e acompanhamento.
Com informação clara e troca constante, o tratamento com as canetas emagrecedoras segue de forma segura e alinhada às necessidades de cada pessoa.