Comércio do Centro de Goiânia pede ação contra ocupação irregular de camelôs
Associação de comerciantes diz que presença irregular do comércio informal gera concorrência desleal e contabiliza o fechamento de três mil empresas em seis anos
O comércio do Centro de Goiânia vive um momento crítico e pede socorro diante da ocupação desordenada do espaço público por vendedores ambulantes. A Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia e Adjacências (Acic) enviou um ofício ao prefeito Sandro Mabel solicitando uma ação urgente para a reorganização da Região Central, alertando que cerca de 3 mil empresas fecharam as portas nos últimos seis anos.
Quem circula pelo Centro encontra um cenário preocupante: estabelecimentos comerciais fechados, queda no fluxo de consumidores e calçadas tomadas por ambulantes, o que dificulta a mobilidade e afasta clientes. No ofício encaminhado ao Paço Municipal, o presidente da Acic, Antônio Filho, destaca que a presença irregular do comércio informal gera concorrência desleal com os lojistas formais, que pagam impostos, cumprem obrigações trabalhistas e mantêm empregos regulares. Além disso, a ocupação das calçadas compromete o direito de ir e vir da população.
Uso do espaço público
Segundo a entidade, a desordem no uso do espaço público é um dos principais fatores da decadência econômica do Centro, contribuindo diretamente para o fechamento de milhares de empresas na região. “A associação espera que a Prefeitura realize uma operação de reorganização e retirada dos camelôs, nos moldes das ações que foram implementadas com sucesso na Região da Rua 44 e na Avenida 24 de Outubro”, afirmou o presidente da Acic.
Para os empresários, a medida é fundamental para a revitalização do Centro, a retomada da atividade econômica e a preservação dos empregos formais que ainda resistem na região.
Veja o ofício: