Homem que chantageou padre diz que pagou propina a delegado

Policial acusado de extorsão está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil

A Operação Vendilhões está desvendando não só as coisas erradas feitas pelo Padre Robson de Oliveira e pelos chantagistas que tomaram dinheiro dele em 2019.

O hacker Welton Ferreira Nunes Júnior, uma das cinco pessoas condenadas pela Justiça por extorquir o sacerdote e que seria um de seus namorados, disse em depoimento na Justiça que e-mails e imagens usados na chantagem foram criados de “dentro da delegacia”, quando estava preso.

Ele declarou que o procedimento foi autorizado pelo delegado responsável pelo caso na época, Kleyton Manoel Dias, que lhe cobrou R$ 165 mil pela colaboração

No processo consta que Welton Ferreira disse no depoimento que foi contratado e receberia R$ 1,5 milhão para “pegar informações do padre” por uma suspeita de que ele tinha um caso amoroso. Mas ele optou por chantagear diretamente, pedindo um valor um valor maior, de R$ 2 milhões.

O delegado não quis comentar o assunto com a imprensa.

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que a responsabilidade da apuração dos fatos é da Corregedoria da Polícia Civil. Em nota, a Polícia Civil de Goiás informou que “a atual gestão instaurou procedimento na Corregedoria da instituição para apurar eventual transgressão disciplinar de policiais civis”.

A defesa do Padre Robson disse que os responsáveis já foram condenados pelo Judiciário com severas penas, o que “reafirma que todo o conteúdo das mensagens mencionadas é falso”.

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