Justiça determina reconstituição de crime em que filho mata o pai na noite de ano novo
Ministério Público requereu e o Poder Judiciário deferiu pedido de apuração aprofundada das circunstâncias do patricídio
O Ministério Público de Goiás (MPGO) requereu e o Poder Judiciário deferiu a reconstituição de um patricídio ocorrido na noite de ano novo, no Parque Anhanguera, em Goiânia, e a apuração das circunstâncias do crime para averiguação de eventual uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O pedido foi deferido pelo juízo de plantão durante audiência de custódia realizada em 1º de janeiro, quando houve a decretação da prisão preventiva do suspeito.
O crime ocorreu na noite de 31 de dezembro, quando um jovem de 19 anos teria matado o próprio pai com golpes de faca no pescoço. Embora a defesa alegue legítima defesa de terceiro (a mãe), o MPGO aponta inconsistências na versão apresentada às autoridades.
Entre os pontos que motivaram o pedido estão o fato de a vítima estar deitada no momento da agressão, a desproporcionalidade das lesões e a ausência de lesões de defesa no corpo da vítima.
O promotor plantonista considera ainda que há indícios de que o acusado aproveitou o momento de vulnerabilidade da vítima, que estava deitada e embriagada, para desferir os golpes fatais na região do pescoço. Essa circunstância afastaria a caracterização de legítima defesa de terceiro e apontaria para a qualificadora por recurso que dificultou a defesa.
Além da reconstituição, a autoridade policial deverá providenciar a juntada do exame cadavérico aos autos, ouvir outros parentes da vítima e ajustar a capitulação dos autos do inquérito policial para incluir a apuração da qualificadora desde o início das investigações. (Ascom MPGO)