“Point” preferido de toda uma geração goianiense, a Praça Almirante Tamandaré já passou por várias fases, mas sempre foi um importante ponto da Capital. E é essa tradicional praça que ilustra, nessa semana, a série “Por trás do nome”, nas redes sociais da Assembleia Legislativa. As publicações contam a história das personalidades que dão nomes às ruas, prédios e monumentos do estado.
O homem que empresta seu nome à praça é nada mais, nada menos, que o Patrono da Marinha do Brasil. Uma homenagem mais que merecida, já que o militar dedicou sua vida à Armada Imperial Brasileira, chegando a ser membro vitalício do Conselho Militar e de Justiça (mais tarde Supremo Tribunal Militar e, a partir de 1946, Superior Tribunal Militar).
Em seu currículo, o Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, contabiliza diversos feitos pelo Brasil, quando ainda éramos uma monarquia. Pouco depois de alcançar a maioridade, foi confiado a ele, pela primeira vez, o comando de um navio. Anos mais tarde, já como almirante, comandou a Força Naval Brasileira em operações de guerra em duas importantes ocasiões: Campanha Oriental e Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai.
Outra passagem relevante na história de vida do Marquês foi na Proclamação da República do Brasil, em 1889. O Almirante Tamandaré teria se posicionado do lado de Pedro II e chegou a solicitar permissão para lançar um contragolpe, ideia que teria sido rechaçada pelo Imperador.
A história do militar, com toda sua disciplina e rigidez, não combinava em nada com a turma que frequentava a praça que leva o nome dele, durante os anos 70 e 80 do século passado. Jovens “rebeldes” nos seus carros e motocicletas e rachas automobilísticos são exemplos de cenas que se via, com frequência, nos fins de semana, no entorno da praça.
Nos bares, intelectuais eram figuras presentes: poetas, escritores, jornalistas, artistas plásticos, músicos e publicitários eram os atores da vida boêmia da Goiânia daquele tempo. Com o tempo, a dinâmica da cidade mudou e a praça se tornou mais comercial. Os bares se mudaram para outras regiões e os fins de semana ganharam um outro colorido: as barraquinhas da Feira da Lua, uma feira diferente das que aconteciam em Goiânia (até então) e ofereciam uma porção de produtos, quase um shopping a céu aberto. Uma ideia que, com os anos, se espalhou por toda a cidade.
No fim do ano, a Praça Tamandaré tem, ainda, outro atrativo para os goianienses: a decoração de Natal. A paisagem natalina tem direito à árvore símbolo da festividade, trenó com renas e um túnel de luzes que encanta até quem já deixou de acreditar em Papai Noel há muito tempo. A atração é esperada pela população durante todo o ano e já há quem saia das cidades próximas de Goiânia só para ver de perto toda essa magia.
Na próxima semana tem mais postagem da campanha, que é desenvolvida pela Seção de Publicidade, Imagem e Identidade Corporativa da Casa de Leis.
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