Minha Casa Minha Vida: dicas e passo a passo para conseguir financiamento

Programa Minha Casa Minha Vida abre caminho para o financiamento da casa própria
Programa Minha Casa Minha Vida abre caminho para o financiamento da casa própria / Foto: Freepik

Entenda quem pode participar do Minha Casa Minha Vida, as faixas de renda, os documentos exigidos e o passo a passo para conseguir o financiamento da casa própria

Falar sobre a casa própria mexe com os planos, a rotina e a família. Muita gente olha para o aluguel e pensa em dar outro passo. Então, é nesse momento que o Minha Casa Minha Vida (MCMV) entra na conversa.

A saber, o programa passou de 1,9 milhão de moradias contratadas desde 2023 e segue com meta de chegar a 3 milhões até 2026, com investimento acima de R$ 300 bilhões.

Sendo assim, se você quer entender como funciona o Minha Casa Minha Vida, quem pode participar e qual é o caminho até pegar as chaves, fica por aqui. Vamos te explicar tudo em etapas, de forma simples e direta.

Quem pode participar do Minha Casa Minha Vida

O Minha Casa Minha Vida é voltado para famílias com renda bruta mensal de até R$ 12 mil. Além disso, é preciso cumprir algumas regras.

Mas, antes de tudo, saiba que ninguém do grupo familiar pode ter imóvel no próprio nome. Além disso, também não pode ter recebido benefício habitacional de programa público antes. Outro detalhe é ter pelo menos 18 anos ou ser emancipado.

Dito isso, cabe mencionar que a renda da família define em qual faixa você entra no Minha Casa Minha Vida.

Hoje o programa se divide em quatro faixas:

  • Faixa 1: renda de até R$ 2.850 por mês, com possibilidade de subsídio de até R$ 55 mil, conforme regras.
  • Faixa 2: renda de R$ 2.850,01 até R$ 4.700, também com subsídio que pode chegar a R$ 55 mil.
  • Faixa 3: renda de R$ 4.700,01 até R$ 8.600, sem subsídio, mas com juros menores.
  • Faixa 4: renda de R$ 8.600,01 até R$ 12 mil, sem subsídio, com condições de financiamento específicas.

Na prática, o subsídio, quando existe, é um valor que ajuda a reduzir o preço do imóvel. Ele varia conforme a renda, cidade, tamanho e valor da unidade.

Depois, outro ponto importante no Minha Casa Minha Vida é a análise de crédito. Assim, a instituição financeira avalia o seu histórico, a sua renda e o quanto da renda pode ser comprometido com a parcela.

Veja! Em geral, esse limite gira em torno de 30% da renda bruta familiar.

Ainda mais, também é preciso morar ou trabalhar na cidade onde pretende comprar o imóvel.

Documentos e cadastro no Minha Casa Minha Vida

Depois de conferir se você se encaixa nas regras do Minha Casa Minha Vida, chega a hora de organizar os documentos.

Dessa forma, você vai precisar de documento de identidade, CPF (Cadastro de Pessoa Física), certidão de nascimento ou casamento, comprovante de residência e comprovantes de renda dos últimos meses.

Quem trabalha com carteira assinada apresenta holerites e carteira de trabalho. Quem é autônomo pode usar extratos bancários e declaração de renda assinada por contador.

Em complemento, se for usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no Minha Casa Minha Vida, também será necessário o extrato atualizado. A saber, o FGTS pode entrar como parte da entrada ou para reduzir o saldo devedor.

Atenção! O cadastro deve ser feito por canais oficiais. A Caixa Econômica Federal é a principal operadora do programa. O Banco do Brasil também pode atuar. Além deles, construtoras credenciadas e entidades organizadoras participam do processo.

Aliás, é necessário ressaltar que não existe taxa de inscrição no Minha Casa Minha Vida. O que acontece é o envio dos seus dados para análise.

Com isso, a instituição confere se você atende às regras e se o imóvel escolhido se encaixa nos limites do programa.

Dica: nessa fase, cada detalhe conta. Renda devidamente comprovada, nome sem restrição que impeça crédito e documentação correta ajudam, e muito.

Passo a passo para conseguir o financiamento

Agora, vamos ao caminho completo dentro do Minha Casa Minha Vida, do início até a entrega das chaves.

O primeiro passo é analisar a sua renda e descobrir a faixa. Isso define se haverá subsídio, qual será o limite do imóvel e quais juros podem ser aplicados.

Em seguida, você escolhe o imóvel que esteja dentro das regras do Minha Casa Minha Vida. Cada faixa tem um teto de valor.

As faixas 1 e 2 atendem imóveis de menor valor, conforme a região. A faixa 3 permite financiar imóveis de até R$ 350 mil. A faixa 4 pode chegar a R$ 500 mil.

Então, com o imóvel escolhido, vem o cadastro e a entrega dos documentos. A instituição envia tudo para análise de crédito e também avalia a situação do imóvel.

Na etapa seguinte, a Caixa Econômica Federal faz a análise técnica. O banco cruza informações, verifica a sua capacidade de pagamento e define as condições do financiamento dentro do Minha Casa Minha Vida.

O que vem depois da aprovação

Se aprovado, você recebe a proposta com taxa de juros, número de parcelas, valor financiado e custo total. Para imóveis novos, o financiamento pode chegar a 80% do valor. Para usados, em parte do país, o percentual pode ser menor.

Com as condições definidas, chega o momento da assinatura do contrato. Ele é registrado em cartório. Após o registro, o financiamento passa a valer e o vendedor recebe o valor.

Por fim, vem a entrega do imóvel. Se estiver pronto, você recebe as chaves após o registro. Se estiver em obra, a liberação dos recursos acompanha o andamento da construção.

Em conclusão, se você pensa em sair do aluguel, entender como o Minha Casa Minha Vida opera ajuda a tomar decisão com mais segurança.

Quer ter uma ideia de valores? Faça uma simulação no site da Caixa Econômica Federal.

Informar-se, comparar valores e ler o contrato com atenção fazem parte do processo.

Com informações da Caixa Econômica Federal

Total
0
Shares
Related Posts