“Os remédios políticos no Parlamento são conhecidos e são todos amargos”, diz Lira

Lira ressaltou que está “apertando hoje um sinal amarelo para quem quiser enxergar” – (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Presidente da Câmara defende um esforço concentrado no combate à pandemia da Covid-19

Da Agência Câmara de Notícias

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira (24) que o Legislativo não vai tolerar mais erros na condução do combate à pandemia da Covid-19. Em pronunciamento no Plenário, Lira afirmou que é preciso esgotar todas as possibilidades antes de partir para as responsabilizações individuais.

Segundo ele, “os remédios políticos no Parlamento são conhecidos e são todos amargos. Alguns, fatais. Muitas vezes são aplicados quando a espiral de erros de avaliação se torna uma escala geométrica incontrolável”, disse o progressista.

“Faço um alerta amigo, leal e solidário: dentre todos os remédios políticos possíveis que está Casa pode aplicar num momento de enorme angústia do povo e de seus representantes, o de menor dano seria fazer um freio de arrumação até que todas as medidas necessárias e todas as posturas inadiáveis fossem imediatamente adotadas, até que qualquer outra pauta pudesse ser novamente colocada em tramitação. Falo de adotarmos uma espécie de “Esforço Concentrado para a Pandemia”, defendeu.

Lira ressaltou que está “apertando hoje um sinal amarelo para quem quiser enxergar: não vamos continuar aqui votando e seguindo um protocolo legislativo com o compromisso de não errar com o país se, fora daqui, erros primários, erros desnecessários, erros inúteis, erros que que são muito menores do que os acertos cometidos continuarem a serem praticados”, afirmou.

O presidente da Câmara ponderou que os erros não são cometidos por apenas um lado, mas ressaltou que há aqueles que têm mais responsabilidades e maior obrigação de errar menos. Lira pediu esforço solidário e genuíno de todos para produzir os resultados necessários para combater a pandemia. “E quando o povo brasileiro está sob risco nenhum outro tema ou pauta é mais prioritário”, alertou.

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