Pequi sem espinho: produção cresce e avança em Goiás

Cultivo do pequi sem espinho avança em Goiás
Cultivo do pequi sem espinho avança em Goiás / Foto: Enio Tavares – Reprodução Emater

Cultivo do pequi sem espinho em Goiás permite que o fruto típico deixe de ficar atrelado a colheitas sazonais

Quem vive no Cerrado certamente já ouviu recomendações sobre o cuidado ao comer pequi. Mas agora, uma mudança chama atenção no campo e na mesa.

A saber, o pequi sem espinho começa a ganhar espaço em Goiás e abre conversa entre produtores, cozinhas e quem gosta do fruto.

A ideia de colher, plantar e vender com previsibilidade muda a rotina rural e cria novas escolhas para quem vive da terra.

Cabe mencionar que o pequi veio quase sempre do extrativismo. Então, o pequi sem espinho marca uma virada, pois sai da coleta sazonal e entra em áreas planejadas de cultivo.

Isso permite que produtores passem a trabalhar com calendário e colheita organizada. Consequentemente, ajuda no controle da renda e na oferta do fruto ao longo dos anos.

Pesquisa e lançamento do pequi sem espinho

É interessante sinalizar que em 2022 a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – unidade Cerrados (Embrapa Cerrados) lançaram três variedades de pequi sem espinhos.

Em resumo, técnicos estudaram plantas, escolheram matrizes e chegaram a variedades sem espinhos no caroço.

Essa mudança facilita o consumo e reduz riscos ao comer. Ainda mais, mesmo com a retirada dos espinhos, o pequi sem espinho segue com sabor, cheiro e cor conhecidos.

A polpa aparece em outra quantidade, o que ajuda no preparo de pratos e no processamento.

Dessa forma, para quem cozinha ou transforma o fruto, isso significa menos perda e em aproveitamento em cada unidade.

Plantio

Em Goiás, viveiros registram procura crescente por mudas de pequi sem espinho. Inclusive, o valor de cada muda supera o do pequi comum, refletindo o investimento em pesquisa e na forma de produção.

Cabe ainda salientar que a variedade começa a produzir em torno do quarto ou quinto ano e alterna safras ao longo do tempo. Isso ajuda no planejamento financeiro do produtor rural.

Uma árvore adulta pode render algumas caixas por safra. E, apesar da imagem de planta resistente, os primeiros anos pedem atenção com pragas, adubação e orientação técnica.

Produção avança e mercado observa

Fora de Goiás, o pequi sem espinho também aparece em plantios comerciais no Mato Grosso, onde já se observa cerca de 60 hectares de cultivo.

Muitas lavouras usam mudas enxertadas, técnica que reduz o tempo até a colheita e mantém padrão entre plantas e frutos.

Ranking brasileiro

Por fim, vale citar que a produção nacional de pequi ainda vem, em boa parte, do extrativismo. O pequi sem espinho começa a mudar esse cenário aos poucos.

Minas Gerais lidera a colheita total, com cerca de 42,5 mil toneladas. Já Goiás e Mato Grosso somam 3,4 mil toneladas, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2024.

A expectativa no campo é de crescimento do cultivo do pequi sem espinho nos próximos anos.

Em conclusão, para quem compra, o pequi sem espinho muda a forma de consumo em casa e fora dela.

O risco de ferimentos cai e o preparo fica direto. Restaurantes, feiras e mercados passam a olhar o fruto com outro interesse.

Para técnicos e produtores, o pequi sem espinho cria base para decisões, contratos e expansão sem depender apenas da coleta.

Com informações da Comunicação Setorial da Emater – Governo de Goiás

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