Prefeitura analisa projeto para abrir rua no Parque Flamboyant e divide opiniões

Estudo está em andamento para analisar viabilidade de implantação de uma rua no Parque Flamboyant
Estudo está em andamento para analisar viabilidade de implantação de uma rua no Parque Flamboyant / Foto: Reprodução Prefeitura de Goiânia

Projeto para abrir rua no Parque Flamboyant gera debate sobre trânsito e meio ambiente

A proposta de abrir uma rua no Parque Flamboyant tem mexido com quem mora, trabalha ou passa pela região do Jardim Goiás, em Goiânia.

O assunto entrou na pauta da Prefeitura e, desde então, gerou grande debate, seja em casa, no trabalho e, principalmente, nas redes sociais.

De um lado, o argumento de melhorar o trânsito. Do outro, a preocupação com o futuro de uma área verde que faz parte da rotina de muita gente.

No entanto, é importante ressaltar que o projeto para a rua no Parque Flamboyant ainda está em fase de estudo. Então, nada foi decidido. Mesmo assim, o debate já começou. E ele envolve trânsito, meio ambiente, planejamento urbano e a opinião de moradores.

Por que a Prefeitura estuda uma rua no Parque Flamboyant?

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), avalia a possibilidade de criar uma via que atravesse o Parque Flamboyant. A intenção, segundo a pasta, é melhorar o fluxo de veículos e facilitar o acesso ao bairro.

Hoje, quem segue no sentido oeste-leste precisa passar pela Rua 56-A, que fica a cerca de 250 metros do fim do parque. É uma via mais estreita, usada como alternativa por muitos motoristas.

Em suma, a proposta em análise prevê que a rua no Parque Flamboyant seja construída na parte mais baixa da área verde.

Desse modo, a Seinfra informou que está fazendo estudos técnicos. Estes levam em conta pontos como fluxo de carros, segurança no trânsito, impacto no meio ambiente e soluções de engenharia que possam ajudar na circulação ao redor do parque.

Ainda mais, a secretaria também explicou que só vai se posicionar de forma final depois que todas as análises forem concluídas.

Além disso, outro ponto citado é que o processo ocorre com diálogo entre órgãos como a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (Seplan), além de conversas com moradores da região.

Entretanto, cabe mencionar que ainda não há prazo divulgado para o fim dos estudos.

Órgãos municipais divergem sobre a nova via

Mesmo antes de qualquer decisão, a rua no Parque Flamboyant já enfrenta resistência dentro da própria administração. Isso, porque relatórios de três pastas apontam posição contrária à proposta.

A Amma alertou que a obra pode afetar o córrego Sumidouro, cuja nascente fica dentro do parque.

A saber, o órgão destacou que a área é protegida por lei e já enfrenta desafios ligados a ocupações irregulares no entorno. Segundo o entendimento da agência, qualquer mudança deveria priorizar a ampliação da área verde, e não a redução.

Em complemento, a Seplan também se posicionou contra a abertura da rua no Parque Flamboyant.

Para a secretaria, existe uma alternativa: regularizar o traçado da Rua 56-A. De acordo com a pasta, há imóveis e lotes próximos que não estão regularizados ou estão em processo de regularização.

Na visão da Seplan, a desapropriação de imóveis ou lotes abandonados poderia permitir a ampliação da via existente. Com isso, seria possível melhorar o fluxo de veículos sem cortar o parque.

Por fim, a SET, que em um primeiro momento deu parecer favorável ao novo traçado, depois acompanhou o entendimento da Seplan e também defendeu a ampliação da Rua 56-A.

Moradores acompanham o debate

O tema da rua no Parque Flamboyant também chegou à Câmara Municipal de Goiânia. A presidente da Comissão de Meio Ambiente, vereadora Katia Maria, criticou a proposta e questionou o avanço da ideia antes de uma definição técnica final.

Mas atenção! Por agora, como já mencionado, não há martelo batido. O que existe é a análise técnica para a questão da rua no Parque Flamboyant, opiniões entre secretarias e posicionamentos já registrados.

Sendo assim, é preciso acompanhar todas as etapas, até que o estudo seja concluído, e certamente o debate deve continuar.

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