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Professores devem manter greve em Aparecida, apesar do novo piso

Sessão na Câmara Municipal foi tranquila durante votação do projeto de lei - (Foto Marcelo Silva)

Sindicato dos Trabalhadores em Educação promove assembleia geral para deliberar sobre a paralisação nesta sexta-feira (16/5)

O projeto de Lei nº 121/2025, que atualiza o piso salarial em 6,27% e ajusta a tabela de vencimento dos profissionais da educação municipal, foi aprovado na sessão desta quinta-feira (15/5) da Câmara de Aparecida.

Mas a medida ainda não atende às reivindicações da categoria e a paralisação iniciada no dia 29 de abril tende a continuar. Os professores fazem assembleia geral às 9 horas da manhã desta sexta-feira (16/5), na praça da Cidade Administrativa Maguito Vilela, quando vão deliberar sobre o movimento.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintego) de Aparecida, Valdeci Português, disse ao Goiás 365 que a tendência é de manutenção da greve. “Vamos colocar em apreciação e votação e é bem provável que não vão aceitar. Eles querem o retroativo, não abrem mão. Têm ainda as progressões verticais, horizontais, titularidade, concurso público e o pagamento do restante do piso de 2015 e o de 2022, que somam 18,25%. Tudo isso aí foi pauta para a greve”, explicou.

Dos vereadores presentes na sessão, apenas Felipe Cortez se absteve de votar. “Esse projeto é uma manobra para não pagar o retroativo. Estamos falando aí de R$ 4,45 milhões, que é o valor desse retroativo, sendo que o município já recebeu quase R$ 500 milhões do Fundeb e outros recursos da prefeitura. Então, não acho justa essa manobra”, justificou Cortez.

Emenda

O Sintego chegou a sugerir a apresentação pela Câmara de uma emenda ao projeto de lei parcelando em oito meses, a partir de junho de 2025, do retroativo reivindicado pelos professores e administrativos da Educação.

O vereador Isaac Martins disse que, após análise, verificou-se que a emenda é inconstitucional. “Da forma que foi proposta pelo Sintego, a Câmara não tem prerrogativa de apresentar tal emenda uma vez que gera impacto financeiro aos cofres municipais e isso é vedado ao Parlamento”.

Preocupado com a dificuldade na negociação para o fim da greve, o presidente da Comissão de Educação da Câmara, vereador Professor Clusemar, propõe intensificar as conversações. “Na verdade, eu queria que colocassem a emenda, nas não pode, infelizmente. Mas eu acredito que no diálogo podemos chegar a um denominador comum e por fim a essa greve”.

Agora, a matéria será enviada ao Poder Executivo para sanção do prefeito Leandro Vilela e publicação como lei.