SEMESG divulga nota contra a redução de mensalidades das instituições de ensino

Presidente do sindicato argumenta que os custos operacionais das faculdades foram ampliados, em virtude dos investimentos feitos para viabilizar as teleaulas

O Sindicato das Entidades Mantenedoras das Instituições de Ensino Superior Particular do Estado de Goiás (SEMESG), que é presidido pelo professor Jorge de Jesus Bernardo, emitiu nota nesta sexta-feira (17) sobre a questão da redução das mensalidades durante este período de quarentena provocada pelo coronavírus (Covid-19).

De acordo com o sindicato, a suspensão das aulas, inicialmente até o próximo dia 30 de abril, fez com que as instituições de ensino promovessem alteração no planejamento para viabilizar as teleaulas, o que não prejudicou a qualidade de ensino, no entanto, impactos foram gerados no caixa das respectivas empresas, que tiveram de investir em tecnologia para viabilizar o novo sistema de aulas.

“As Instituições de Ensino Superior foram obrigadas a capacitar professores, disponibilizar suporte de TI e novas plataformas para realizar transmissões remotas e ao vivo, além de convocar outros profissionais especialistas em tecnologia e no uso das ferramentas tecnológicas para suporte técnico”, diz o comunicado.

A nota também informa que o sistema adotado é diferente do utilizado pelo ensino a distância (EAD), com uma “sistemática própria que permite o aprendizado autônomo e que conta com apoio de tutores”.

Conforme o comunicado, devido aos custos de implementação desse novo sistema, que funciona em conformidade com a resolução do Ministério da Educação (MEC), assim como custos com Tecnologia da Informação (TI) e capacitação dos professores, não houve redução dos custos operacionais das instituições de ensino.

“Por tais razões, não houve redução de custos, muito pelo contrário, as Instituições de Ensino Superior (IES) têm realizado pesados investimentos tecnológicos para cumprir as exigências do MEC na substituição das aulas presenciais por aulas que utilizam tecnologia de informação e comunicação”, pontuou.

O sindicato ainda ressalta que a redução dos preços das mensalidade, com base em “argumentos simplistas e desconexos à realidade”, não podem ser considerados, em virtude dos custos que as instituições de ensino estão tendo para manter os serviços ativos, o que poderia causar transtornos significativos para a saúde financeira das instituições, alegou o professor Jorge de Jesus Bernardo.

“A redução dos preços das mensalidades, com base em argumentos simplistas e desconexos à realidade, muitas vezes pretendendo estabelecer um percentual único de descontos para todas as IES, colocando-as num mesmo patamar de relação contratual, como se tivessem os mesmos custos, inclusive sem considerar a hipótese de férias coletivas adotada por algumas Instituições, poderá ensejar consequências nefastas, com a redução drástica do fluxo de caixa, afetando, por conseguinte, o adimplemento de obrigações como pagamentos de salários e demais despesas relacionadas com a prestação de serviço de natureza essencial”, argumentou o presidente do SEMESG.

Veja aqui o comunicado do SEMESG:

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