Tadalafila em alta: uso sem orientação médica pode colocar a saúde em risco

Dados da Anvisa mostram um aumento expressivo nas vendas de tadalafila
Dados da Anvisa mostram um aumento expressivo nas vendas de tadalafila – (Foto: Reprodução Conselho Federal de Farmácia)

Entenda para que a tadalafila serve, por que virou moda e quais cuidados são essenciais

Quando o assunto é saúde, uma conversa aberta sempre ajuda. A saber, a tadalafila entrou no dia a dia de muitos homens e passou a aparecer até em rodas de amigos.

Sem rodeios, ela existe para tratar um problema real. Ainda assim, o uso sem orientação médica levanta alertas importantes.

Neste texto, a ideia é falar da tadalafila sem tabu, explicando para que serve, por que ganhou espaço e quais cuidados fazem sentido para quem pensa em usar.

Vamos conversar sobre isso?

Tadalafila e o caminho até as farmácias

A tadalafila surgiu como opção para disfunção erétil e chegou ao mercado nos anos dois mil. Então, com o tempo, ganhou visibilidade e saiu do silêncio.

Parte desse movimento ajudou homens que evitavam falar do tema. Outra parte trouxe dúvidas sobre uso sem acompanhamento, já que nem toda situação pede tal medicamento.

Aliás, dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram um aumento expressivo nas vendas ao longo dos anos.

Em suma, saltou de 3 milhões de unidades vendidas em 2015 para nada menos do que 64 milhões em 2024.

É impressionante, não é mesmo?

Na prática, o acesso sem retenção de receita facilitou a compra, o que explica a presença constante da tadafila nas prateleiras.

Para que a tadalafila é indicada de acordo com a medicina

Vale lembrar que a tadalafila tem indicação específica. Portanto, ela não surgiu para fins estéticos, recreativos ou para melhorar o rendimento físico.

Quando a substância é vista como solução geral, o risco de escolhas inadequadas aumenta.

Além da disfunção erétil, a tadalafila também pode ser indicada em alguns casos de sintomas urinários associados ao aumento benigno da próstata.

Entre eles, estão jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, urgência para urinar e aumento da frequência urinária.

Mas veja, essas indicações precisam de avaliação médica.

Isso porque, sintomas urinários podem ter várias causas. Consequentemente, usar tadalafila sem investigar a origem do problema pode atrasar o diagnóstico correto.

Por isso, acompanhamento profissional faz toda diferença.

Tadalafila, redes sociais e o uso fora das indicações da bula

Nos últimos anos, a tadalafila entrou na chamada “modinha” das redes sociais. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), a busca pelo medicamento cresce, em especial, entre pessoas jovens e sem indicação formal para uso da tadalafila.

Então, grande parte desse público se rende à “tadala” (como tem sido divulgado na internet) para fins que ultrapassam aqueles previstos em bula, incentivados pelas redes sociais.

Sendo assim, alguns usam o medicamento como uma espécie de “pré-treino”, com o intuito de potencializar os exercícios físicos na academia. Ainda mais, outros acreditam que ele pode aumentar a sua performance sexual.

E atenção! Nada disso tem aprovação dos órgãos de saúde.

Como a substância age no corpo

Em resumo, a tadalafila atua no fluxo de sangue. Em quadros de disfunção erétil, o corpo reduz a circulação na região íntima, o que dificulta a ereção. A tadalafila ajuda a ampliar essa circulação, permitindo resposta ao estímulo sexual.

Mesmo assim, a substância não age sozinha, isto é, saúde do coração, hormônios e mente influenciam no resultado.

Desse modo, usar a tadalafila sem avaliar esses pontos pode mascarar sinais do corpo. Por isso, é fundamental ter acompanhamento profissional.

Quais são os possíveis efeitos colaterais da tadalafila

Entre os efeitos mais relatados do uso da tadalafila, estão: indigestão, dor de cabeça, náusea, diarreia, tosse e sensação de calor ou formigamento da pele. Também pode ocorrer tontura e indisposição.

Já entre os riscos ligados à tadalafila estão: alterações no coração, pressão, visão e audição, irritação na pele, dificuldade para respirar.

Além disso, pode ocorrer dor no peito, desmaio ou ereção prolongada (que dura mais de 4 horas).

Adicionalmente, pessoas que usam remédio para pressão ou fazem uso de nitratos, precisam de atenção.

Então, informe todas as medicações das quais já faz uso ao seu médico para evitar qualquer tipo de complicação.

Tadalafila pode causar dependência psicológica?

A tadalafila não causa dependência química, segundo entidades médicas. Mesmo assim, o uso repetido pode levar a um vínculo psicológico.

Com isso, o homem passa a confiar apenas no comprimido para se sentir seguro.

Esse comportamento pode afetar autoestima e diálogo. Conversa aberta e acompanhamento ajudam a manter a tadafila como apoio ao tratamento, e não como base da confiança pessoal.

Orientação médica sempre!

Em conclusão, para quem pensa em usar, o caminho com a tadalafila passa por informação e responsabilidade. Simples assim!

Busque orientação médica, faça um relato de todo o seu histórico, quais medicações utiliza, quais são os seus hábitos. Tudo isso ajuda a reduzir riscos.

Siga as recomendações do profissional e jamais utilize preparações manipuladas sem prescrição e por conta uma simples “modinha”.

Por fim, nunca utilize produtos não regularizados pela Anvisa ou produzidos ou manipulados por empresas não autorizadas e licenciadas pela Agência.

Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein

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