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UFG informa que não vai retomar aulas presenciais em janeiro

Reitores de universidades federais afirmam que não vão acatar a portaria do Ministério da Educação (MEC) publicada nesta quarta-feira (2) no Diário Oficial da União (DOU) que determina a volta às aulas presenciais nas instituições federais de ensino a partir do dia 4 de janeiro de 2021.

O texto ainda revoga a permissão para que as atividades on-line contem como dias letivos, o que é autorizado até dezembro de 2020.

A Universidade Federal de Goiás (UFG) já havia anunciado nesta terça-feira (1º) que vai manter as aulas remotas em 2021 em decisão tomada pelo Conselho Universitário e informou não ter previsão de quando as atividades presenciais serão retomadas. A instituição está desde março com aulas online por causa da pandemia do coronavírus.

Atualmente, a UFG tem cerca 20 mil alunos da graduação, 5 mil em mestrados e doutorados e mais 5 mil em especializações.

Como a determinação do MEC foi divulgada após o anúncio da UFG, a universidade informou na tarde desta quarta-feira que vai divulgar o posicionamento sobre a portaria nesta quinta-feira (3), após reunião e deliberação de todas as instâncias da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Os reitores dizem que o retorno presencial só deve ocorrer se a situação da pandemia permitir, e se houver segurança para que não haja aumento nas transmissões do coronavírus.

A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) divulgaram nota dizendo que a portaria aumenta os riscos de contaminação e proliferação do vírus.

“A retomada de atividades presenciais significaria uma verdadeira migração de milhões de estudantes, que em grande parte se encontram em regiões e/ou municípios distantes de seu local de estudo. Somado à circulação cotidiana em ambientes fechados nos campi e prédios das universidades, os riscos de contaminação e proliferação do vírus são altíssimos”, disse o texto.

A Andifes só vai se posicionar após reunião com os reitores nesta quinta-feira.