Início Política Vereadores podem criar CEI para investigar rombo no AparecidaPrev

Vereadores podem criar CEI para investigar rombo no AparecidaPrev

Câmara de Aparecida vai se posicionar sobre abertura de uma CEI do AparecidaPrev – (Foto Marcelo Silva/Câmara de Aparecida)

Escândalo da aplicação de R$ 40 milhões do Instituto, no Banco Master, pode ser investigado por uma Comissão Especial de Inquérito

A notícia bomba envolvendo o investimento de R$ 40 milhões do Instituto de Previdência de Aparecida de Goiânia (AparecidaPrev), no Banco Master, liquidado esta semana pelo Banco Central (BC), pode levar à criação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) na Câmara Municipal.

A aplicação dos recursos foi feita em junho de 2024, na gestão do prefeito Vilmar Mariano (União Brasil). O secretário da Fazenda era Einstein Paniago e o presidente do Instituto era Robes Venâncio, conhecido como Robinho.

O vereador Felipe Cortez (sem partido) vai apresentar na segunda-feira (24/11) requerimento solicitando a criação da CEI na Câmara de Aparecida. Segundo ele, são necessárias oito assinaturas, mas nas conversas com os colegas, 14 já manifestaram vontade de assinar o documento.

O Goiás 365 falou com vários vereadores. Veja a opinião deles:

– Felipe Cortez (sem partido)

“Vou propor a CEI. Recolherei as assinaturas na segunda-feira (24/11) e irei protocolar. Já conversei com os vereadores e temos 14 que assinarão. Quem é do sistema financeiro sabia dos riscos. Foi muita irresponsabilidade. Eu me sinto na obrigação de apurar isso aí. Roubar dinheiro de aposentado e de merenda escolar, o cara tem que ser enterrado de cabeça para baixo”.

– Gleison Flávio (sem partido)

“Tudo que é para investigar eu sou a favor. É um golpe que foi premeditado. Isso vai respingar no ex-prefeito (Vilmar Mariano), no Einstein Paniago (ex-secretário da Fazenda), e no Robinho Venâncio (ex-presidente do AparecidaPrev). Houve recomendação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para não fazer e porque fizeram?”.

– Gilsão Meu Povo (MDB)

“Vou falar com o prefeito sobre para saber a realidade. Cabe investigação e temos que investigar mesmo. Vamos olhar isso”.

– Mazinho do Madre Germana (PT)

“Pelo momento que está aí eu vou me manter calado e quieto. Você sabe da minha ligação com o ex-prefeito (Vilmar Mariano). Eu não irei me manifestar agora. Não pretendo prejudicar ninguém”.

– Rosinaldo Boy (Solidariedade)

“Eu sou a favor da transparência. Acho que se teve alguma coisa com o dinheiro do aposentado, tem que ter uma investigação para ver quem é o culpado e o culpado tem que pagar, seja a ou b. Acho que está na hora das pessoas pagarem pelo erro, porque quem está tomando prejuízo até agora é só o povo”.

– Neto Gomes (Mobiliza)

“É algo que aconteceu na gestão do Vilmar Mariano, mas eu vou me posicionar após conversar com o prefeito Leandro Vilela e com o secretário da Fazenda, Carlos Eduardo, em relação a isso. As informações que a gente tem sãos as dos jornais, então, prefiro falar com eles primeiro”.

– Tatá Teixeira (União Brasil)

“Não tem como deixar de investigar um negócio desses. Sou favorável à transparência e se tiver responsável, ele tem que pagar. É imperdoável prejudicar o funcionário público, o aposentado”.

– Edinho Carvalho (MDB)

“Vou ter que analisar primeiro, porque isso saiu agora. Conforme for, não tem porque a gente abrir essa CEI. Foi na gestão passada, mas me deixe avaliar o que está acontecendo, na real. Aí, a gente vai ver se é favorável”.

– Lipe Gomes (PSDB)

“Se tiver uma CEI, sou totalmente a favor de investigar e descobrir quem são os culpados. Não quero que seja utilizada como barganha, que não dê em nada, que depois que começar a investigação, ela acaba, isso sou contra. Se for até o final, eu sou a favor”.

– Wegney Costa (PDT)

“Se tem documentação, é logico, sou favorável. Os vereadores têm que puxar mais. Um rombo desse aí vai deixar parado? É competência dos vereadores, é nossa obrigação investigar mesmo”.

Outros contatos

O Goiás 365 tentou falar ainda com os vereadores André Fortaleza (sem partido), Rogério Almeida (MDB), Isaac Martins (União Brasil), Dieyme Vasconcelos (PL), Mazinho Baiano (DC), Professor Clusemar (Podemos) e Roberto Chaveiro (PP). As ligações não foram atendidas e não houve retorno.