Vírus Mpox tem caso registrado no Brasil e OMS monitora nova variante
Novo caso de vírus Mpox é confirmado no Brasil enquanto a OMS alerta para o surgimento de uma nova variante; entenda o que se sabe até agora e quais são as orientações de prevenção
Você já deve ter ouvido falar do vírus Mpox nos últimos anos. Agora, o tema volta ao noticiário após a confirmação de uma nova variante pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, um caso recente teve registro no Brasil, em Porto Alegre.
Cabe lembrar que o mesmo já aconteceu em São Paulo, com 18 casos confirmados em 2026.
Nova variante do vírus Mpox: o que a OMS informou
A Organização Mundial da Saúde confirmou o surgimento de uma nova variante do vírus Mpox.
Esse novo formato apareceu quando dois tipos diferentes do vírus infectaram a mesma pessoa e trocaram material genético. Esse processo é chamado de recombinação e já é conhecido pela ciência. Ele pode acontecer quando vírus parecidos circulam ao mesmo tempo.
A saber, dois casos foram documentados até agora. Um no Reino Unido, identificado em dezembro de 2025, e outro na Índia, confirmado em janeiro de 2026, após análise de amostra coletada meses antes.
No caso do Reino Unido, a pessoa havia viajado para um país da região Ásia-Pacífico.
Já na Índia, o paciente tinha histórico de viagem para um país da Península Arábica.
Em ambos os casos, os sintomas foram parecidos com os já observados em outras versões do vírus Mpox.
No entanto, nenhum dos pacientes apresentou quadro grave. A pessoa na Índia ficou internada, mas se recuperou sem complicações. No Reino Unido, as pessoas que tiveram contato tiveram acompanhamento, e não surgiram novos casos ligados a esse episódio.
Vale destacar que a análise genética mostrou que os dois pacientes tiveram infecção pela mesma cepa recombinante. Inclusive, os exames apontaram alta semelhança entre os vírus encontrados nos dois países, o que indica uma origem comum.
Ainda mais, a OMS destacou que, como o número de casos ainda é pequeno, não é possível afirmar se essa variante do vírus Mpox se espalha com mais facilidade ou causa sintomas diferentes.
Inclusive, é necessário ressaltar que testes comuns de laboratório podem não identificar essa recombinação. Por isso, o sequenciamento genômico é necessário para detectar a nova variante com precisão.
Avaliação de risco e recomendações da OMS
Mesmo com o surgimento dessa nova variante do vírus Mpox, a OMS manteve a sua avaliação de risco sem mudanças.
A organização reforçou que diferentes cepas do vírus Mpox circulam em redes sexuais interligadas em vários países. Em situações raras, pode ocorrer coinfecção, quando uma pessoa é infectada por mais de uma cepa ao mesmo tempo, o que pode gerar recombinação.
Em complemento, a OMS também informou que a nova cepa já foi identificada em pelo menos quatro países, distribuídos em três regiões diferentes. Dessa forma, o vírus Mpox pode estar mais espalhado do que os registros mostram até agora.
Então, entre as recomendações, está a manutenção da vigilância epidemiológica, com notificação rápida de casos e atenção a situações fora do padrão.
Além disso, a entidade orienta que países realizem sequenciamento genético dos casos confirmados, principalmente no início de surtos, e que façam amostragem em contextos de transmissão comunitária.
Caso de vírus Mpox em Porto Alegre
No Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou um caso de vírus Mpox em Porto Alegre. O paciente mora na cidade, mas contraiu a infecção fora do Rio Grande do Sul.
Contudo, não houve divulgação de detalhes sobre a variante identificada nem sobre o estado de saúde da pessoa.
A Mpox é causada pelo mpox vírus, conhecido pela sigla MPXV. Trata-se de uma doença com transmissão pelo contato direto com pessoa infectada, com objetos contaminados ou com animais silvestres infectados.
Sintomas e como se proteger
Em resumo, os sinais mais comuns incluem lesões na pele, que podem começar planas ou levemente elevadas e depois formar crostas. Também pode surgir febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrio, fraqueza e aumento dos gânglios. As lesões podem aparecer no rosto, mãos, pés e em outras partes do corpo, como boca e região genital.
Diante desse cenário, a principal forma de proteção contra o vírus Mpox é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.
Desse modo, quem precisa cuidar de alguém infectado deve usar luvas, máscara, avental e proteção para os olhos.
A pessoa com diagnóstico deve permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão (2 a 4 semanas) e não compartilhar objetos como toalhas, roupas, lençóis e talheres.
Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel também faz diferença, principalmente após contato com objetos que possam estar contaminados.
Deve-se lavar roupas de cama, toalhas e utensílios com água morna e detergente. Superfícies precisam ser limpas e resíduos descartados de forma adequada.
Por fim, é necessário salientar que neste momento, as autoridades seguem monitorando o vírus Mpox, tanto no Brasil quanto em outros países.
A recomendação é acompanhar as orientações oficiais e manter atenção aos sintomas. Informação clara ajuda cada pessoa a entender o cenário e a agir com responsabilidade, sem pânico e sem descuido.
Com informações do Ministério da Saúde e da Prefeitura de Porto Alegre