Canetas emagrecedoras: o que são, como funcionam e os riscos que você precisa conhecer
Antes de se jogar nessa onda das canetas emagrecedoras, é preciso buscar orientação médica
As canetas emagrecedoras viraram uma febre nacional e tem muita gente por aí contando com isso como a grande saída para a perda de peso.
No entanto, é preciso cautela e, principalmente, orientação profissional para garantir que a consequência será melhorar a sua saúde, e não trazer problemas sérios.
Neste guia completo, você vai entender o que são, como funcionam, quais resultados esperar e os cuidados essenciais antes de considerar esse tipo de tratamento.
Fica com a gente até o final do texto!
O que são canetas emagrecedoras?
As canetas emagrecedoras são dispositivos utilizados para administrar medicamentos que auxiliam na perda de peso.
Em resumo, elas contêm substâncias que imitam hormônios naturais como GLP-1, que atuam no controle do apetite e podem reduzir a ingestão de calorias ao aumentar a sensação de saciedade.
Os fármacos mais conhecidos nessa categoria incluem Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que ganharam destaque no Brasil por sua eficácia no tratamento de obesidade e, em alguns casos, diabetes tipo 2.
Por que as canetas emagrecedoras estão na moda?
Nos últimos anos, as buscas online por canetas emagrecedoras cresceram de forma expressiva, superando até mesmo a procura por “dieta” ou “como perder peso”.
Esse aumento reflete a curiosidade do público sobre métodos que prometem resultados mais rápidos, além de refletir a consequência da cobertura extensa da mídia e de influencers no assunto.
Afinal, como elas funcionam?
Os medicamentos administrados pelas canetas emagrecedoras trabalham geralmente de duas formas principais:
- Controlam o apetite – reduzindo a fome e prolongando a sensação de saciedade.
- Retardam o esvaziamento gástrico – o que faz com que você se sinta satisfeito por mais tempo após as refeições.
Assim sendo, essa ação combinada pode facilitar a redução da ingestão calórica diária, o que resulta em perda de peso ao longo do tempo. Mas atenção! Não é uma solução milagrosa.
Riscos e efeitos colaterais que todo usuário deve conhecer
Apesar da popularidade, as canetas emagrecedoras não são isentas de riscos. Especialistas alertam que o uso indiscriminado pode trazer efeitos colaterais, como:
- Náuseas, vômitos e diarreia.
- Alterações digestivas, como refluxo ou dor abdominal.
- Possíveis mudanças no desejo sexual ou equilíbrio hormonal.
Além disso, autoridades de saúde reforçam que esses medicamentos só devem ser usados com acompanhamento médico, pois a automedicação pode levar a problemas graves de saúde.
O que considerar antes de pensar em canetas emagrecedoras
Antes de se jogar nesse tipo de tratamento, é essencial ter em mente esses passos:
- Consulta médica obrigatória — nunca inicie o uso sem orientação especializada.
- Avaliação de riscos pessoais — cada organismo reage de forma diferente.
- Mudanças no estilo de vida — alimentação equilibrada e atividade física ainda são pilares fundamentais para resultados duradouros.
- Educação sobre expectativas realistas — canetas emagrecedoras não substituem hábitos saudáveis.
Canetas emagrecedoras com responsabilidade
As canetas emagrecedoras continuam sendo um dos termos mais buscados no Brasil quando o assunto é perda de peso, refletindo o interesse popular por tratamentos modernos e potencialmente eficazes.
Contudo, é fundamental equilibrar essa curiosidade com cautela, informação confiável e acompanhamento profissional para garantir saúde e segurança.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio de especialistas do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), unidade do Governo de Goiás, alerta a população sobre os riscos do uso indiscriminado de medicamentos análogos de GLP-1 sem prescrição e acompanhamento médico.
Como avalia o secretário adjunto da SES, o endocrinologista Sérgio Vencio, a automedicação representa um risco significativo.
Para ele, entre os possíveis efeitos estão desidratação severa, agravamento de problemas gastrointestinais preexistentes e alterações da função hepática.
Já o gerente médico do setor de Cardiologia do Hugol, Paulo Vencio, ressalta que a rápida perda de peso pode gerar déficit energético e exigir maior esforço do sistema cardiovascular.
Por fim, é importante mencionar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que esses medicamentos sejam vendidos apenas mediante retenção de receita, reforçando a necessidade de avaliação individualizada.
Com informações da Secretaria de Saúde – Governo de Goiás