Cristiane Schmidt questiona Marconi: “cadê o dinheiro”

Cristiane Schmidt rebateu as críticas de Marconi à gestão Caiado – (Foto: Marcos Kennedy)

Secretária da Economia destaca que governo anterior deixou pagamento da folha em atraso e mais de 400 obras inacabadas

A secretária da Economia, Cristiane Schmidt rechaçou críticas que o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) fez sobre a gestão financeira do Estado na administração do governador Ronaldo Caiado (DEM).

“Colocamos a casa em ordem, com muita dificuldade, com muito trabalho, jamais com choradeira. As coisas começam a fluir. Estamos inclusive arrumando todo o resto a pagar de vinculações que ele não cumpriu, que os governos anteriores não cumpriram,” destacou durante entrevista à rádio Sagres no último sábado (05).

Em resposta a questionamento de Marconi sobre onde está o dinheiro do Estado, Cristiane retrucou que a pergunta era pertinente para o próprio ex-governador. “Onde é que estava o dinheiro que ele não pagou a folha, que ele deixou mais de 400 obras inacabadas, que a gente viu diversos contratos na antiga Agetop, agora Goinfra, com muitas complicações. A gente quer saber também”, e ainda questionou: “Eu que quero saber cadê o dinheiro”.

Quanto à fala de Marconi de que a atual gestão nesses dois anos foi só “choradeira” e que o Estado conta com liminares do Supremo Tribunal Federal (STF) para não arcar com valores da dívida externa, a secretária acrescentou que se existe liminar é pela necessidade de se ajustar a casa. “Isso não é choradeira. Isso é uma estratégia. O que esse governo tem é isso, estratégia e planejamento financeiro”, rebateu.

A titular da Economia voltou a afirmar que o Estado quitou a dívida externa que existia. “Agora é bom comentar o seguinte, não consegui ter acesso ao Profisco 2 [Programa de Apoio à Gestão dos Fiscos do Brasil] porque ele atrasou com dívidas no passado. Estou tendo aumento da dívida mensal em R$ 100 milhões porque ele rompeu o teto em 2018 e agora o Estado de Goiás está sofrendo”, pontuou.

Cristiane citou ainda que não tem “nenhuma tendência para ficar chorando por leite derramado”. “O que eu faço é trabalhar 24 horas, sete dias por semana.” Segundo a secretária, o que o Estado busca é uma referência moral, que ela aponta ter vindo com o governador Ronaldo Caiado.

“Fizemos muito em dois anos com o pouco que tínhamos. Usamos nossos recursos de maneira muito eficiente, todas as pastas”. E completou: “Esse é um governo que faz. Não é uma gestão que chora. Quem está chorando é administração passada porque está vendo o tanto de coisa que a gente está fazendo com tão pouco dinheiro”, rebateu.

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