Doria espera pedido de demissão de Alexandre Baldy

Afastamento a pedido é uma forma de afastar o governador do desgaste da prisão do auxiliar direto

O governador João Doria (PSDB) decidiu esperar que Alexandre Baldy peça demissão do cargo de secretário dos Transportes Metropolitanos do governo de São Paulo depois de ouvir vários auxiliares. Doria, no entanto, avaliava demitir ao auxiliar e indicar seu substituto ainda hoje.

Baldy foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta, dia 6, em sua casa, no Jardins, na Zona Oeste de São Paulo, na Operação Dardanários que apura desvios na saúde envolvendo órgãos federais.

A prisão temporária dele e outras cinco foram expedidas pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

O secretário deverá comunicar o afastamento tão logo seja possível com o argumento de que vai se dedicar em sua defesa, e deixará o cargo para o secretário executivo da Pasta, Paulo José Galli.

A saída de Baldy a pedido do próprio secretário é a forma como a equipe de Doria pretende afastar o governador do desgaste da prisão do auxiliar direto sem causar atritos com o Progressistas, atual partido de Baldy.

A prisão de um secretário de governo durante exercício do mandato é fato inédito em São Paulo.

O argumento de um afastamento para cuidar da defesa é o mesmo que Doria usou em dezembro de 2018, quando ele havia indicado Gilberto Kassab (PSD) para a Casa Civil. Kassab não exerce o cargo, mas seu nome até hoje é publicado no Diário Oficial do Estado como titular da pasta.

O ex-presidente da Junta Comercial de Goiás (Juceg), Rafael Lousa, e o pesquisador da Fiocruz, Guilherme Franco Netto, também foram detidos hoje pela manhã

A assessoria de Baldy divulgou nota dizendo que a medida “é descabida” e que as providências para a sua revogação serão tomadas”.

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