Médico é denunciado por tentativa de feminicídio contra namorada em Goiânia

Promotor ainda denunciou o réu por divulgação de foto íntima da vítima

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) ofereceu denúncia, nesta terça-feira, dia 6, contra o médico Márcio Antônio Barreto Rocha por tentativa de feminicídio contra sua namorada. O promotor Cláudio Braga Lima denunciou ainda o réu por divulgação de foto íntima da vítima (artigo 218-C, parágrafo 1º, do Código Penal), o que é agravado pelo fato de eles terem uma relação de intimidade, e por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (artigo 14, caput, da Lei nº 10.826/2003 – Estatuto do Desarmamento).

A peça acusatória mostra que, na madrugada do último dia 25, por volta de 5h50, no subsolo do estacionamento do Hospital Unique, no Setor Bueno, Márcio Rocha tentou matar a companheira com quem mantinha um relacionamento de quatro meses.

Segundo apurado, nos dias anteriores aos fatos o réu e a vítima já haviam decidido pelo fim do relacionamento, dos negócios conjuntos e pela devolução dos automóveis de cada um, que estavam trocados naquela ocasião.

A agressão


É apontado na denúncia que, no dia do crime, o médico foi até a portaria da casa da vítima, por volta das 4 horas, exigindo a devolução do seu veículo. No entanto, como Márcio estava muito nervoso e descontrolado, a vítima resolveu não o atender, tendo o denunciado deixado o local furioso, fazendo manobras perigosas.

Segundo foi apurado, a namorada teria suplicado ao denunciado para que destrocassem imediatamente os veículos e resolvessem tudo de maneira pacífica. Para isso, marcaram um encontro no estacionamento do hospital de Márcio.

Na local marcado Márcio começou a agredir a vítima fisicamente com tapas, socos e chutes, quando ela tentava ir embora com seu carro, tendo sido arrancada de dentro do veículo pelos cabelos. Narra a denúncia que a intensidade dos golpes e a fúria do denunciado foram tamanhas que ele rasgou as roupas da vítima, deixando-a parcialmente despida.

As agressões foram inicialmente apartadas por um segurança e outro funcionário do hospital, mas, quando estes saíram do local para chamarem a polícia, as agressões foram retomadas e logo o denunciado sacou a arma de fogo que trazia na costas, posicionou-a contra a boca da vítima para dar os tiros fatais. Em imediata defesa, a vítima se abaixou, instante em que o denunciado disparou os tiros que a atingiram na perna, próximo à coxa esquerda, bem como em si mesmo.

Os policiais efetuaram sua prisão em flagrante, bem como socorreram a vítima, que havia ficado no estacionamento. Atualmente, o médico está recolhido na Casa de Prisão Provisória (CPP). A Justiça negou a revogação desta medida.

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