Maioria dos governadores manterá academias e salões fechados

Decreto do presidente Bolsonaro definiu essas atividades como essenciais

Da Agência Brasil

A maioria dos governadores de diversos estados decidiram que vão manter fechados salões de beleza, barbearias e academias de ginástica, mesmo com o decreto presidencial que inclui esses serviços na lista de atividades essenciais durante a pandemia da covid-19. O texto foi publicado na última segunda-feira (11) em edição extra do Diário Oficial da União.

Como justificativa, os governadores defendem o isolamento social para evitar o avanço do novo coronavírus. Lembram ainda da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em abril, definiu que cabe aos governos estaduais e municipais estabelecer medidas restritivas.

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) se manifesta há várias semanas pela reabertura dos comércios e, diante da decisão do STF, ampliou os serviços essenciais. Já foram incluídos, além de supermercados, farmácias e infraestrutura, outros segmentos, como construção civil e, agora, salões, barbearias e academias.

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro justificou a medida. “Atender milhões de profissionais, a maioria humildes, que desejam voltar ao trabalho e levar saúde e renda à população”, publicou nas redes sociais.

“Academia, educação física, o esporte é saúde. Uma pessoa se tornando sedentária ela fica mais propensa a adquirir doença, ela fica mais irritada, uma série de coisas acontece com o organismo daquela pessoa. Por isso nós classificamos como essencial as academias”, disse o presidente na porta do Palácio do Alvorada.

Segundo Bolsonaro, a Advocacia-Geral da União (AGU) será acionada para fazer valer o cumprimento do decreto pelos governos estaduais. “Se por ventura o governador falar que não vai cumprir, a Advocacia-Geral da União e o Ministério da Justiça vão tomar as devidas providências”, disse.

Posicionamentos

Governadores do Piauí, Alagoas, Ceará, Bahia, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pará, Amapá, Rondônia, Amazonas, Tocantins, Acre, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul manifestaram que não seguirão o decreto presidencial.

Santa Catarina, Paraíba, Roraima, São Paulo e Sergipe ainda não se manifestaram sobre a medida. Espírito Santo estuda reabertura do comércio.

Já Mato Grosso e Mato Grosso do Sul deixou a responsabilidade com as prefeituras. E o Paraná ainda estuda o decreto para se manifestar sobre o tema.

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